Técnicos do escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em União da Vitória apreenderam nesta semana 1,5 mil metros de redes de pesca no alagado do Rio Iguaçu, em Foz do Areia (região Noroeste do Estado). A fiscalização, chamada Operação Piracema, foi realizada em parceria com o Ibama para coibir a pesca predatória no período de reprodução dos peixes.

?O uso de redes para pesca está proibido durante o período de piracema, que vai até o dia 28 de fevereiro?, explicou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos , Rasca Rodrigues.

A equipe de fiscalização encontrou as redes abandonadas, já montadas, o que impediu a identificação e autuação dos responsáveis pelo crime ambiental. Durante a ação, uma carpa de quase 60 quilos que estava presa às redes foi salva pelos técnicos e devolvida ao alagado.

Segundo Rasca, os peixes encontrados presos às redes são apreendidos e encaminhados para instituições de caridade. ?Por sorte, nesta fiscalização todos os peixes foram resgatados com vida e devolvidos para o alagado do Iguaçu?, acrescentou.

A ação do IAP inspecionou a região de Porto Vitória, represa de Foz do Areia e área de lazer de Bituruna, no Rio Iguaçu.

Equipamentos permitidos

O secretário explicou que durante o período de piracema a pesca amadora desembarcada nos rios e reservatórios artificiais é permitida. ?Desde que seja realizada com linha de mão, caniço, molinete e iscas artificiais?, observou Rasca. Os mesmos critérios valem para a pesca profissional. ?Todos os outros equipamentos não estão liberados?, destacou.

A atividade pesqueira em tanques de aqüicultura e pesque-pague também é permitida, desde que os locais sejam registrados no Ibama, no Ministério da Agricultura e no IAP.

Flagrante

Durante a Operação Piracema, o condutor de um barco que transportava uma capivara abatida com cerca de 19 quilos e outros materiais para caça. Ele foi preso em flagrante.