Hipismo é contra lobby ‘europeu’ para o Pan do Rio de Janeiro

O cavaleiro Vítor Alves Teixeira, dono de cinco medalhas pan-americanas no hipismo – incluindo o tricampeonato por equipes – acha justo que duas vagas na Seleção Brasileira que competirá no Pan do Rio sejam preenchidas nas seletivas do Brasil.

Dentre os cavaleiros que vivem na Europa, estão pré-convocados pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) Rodrigo Pessoa e Bernardo Rezende Alves (os melhores no ranking mundial).

Vítor diz que a comunidade hípica que vive no Brasil não concorda com o lobby dos cavaleiros que estão no exterior para que a equipe tenha mais um ‘europeu’. No hipismo, o Pan do Rio é seletivo para a Olimpíada de Pequim, em 2008.

‘Está lá, no site da CBH, que as seletivas serão em maio em São Paulo e em junho no Rio, já na pista do Pan, em Deodoro. Tem pressão para se conseguir outra vaga para os ‘europeus’, mas há resistência da comunidade hípica que está aqui. Em ano de Pan é bom fazermos concursos fortes aqui.

Vítor acha que os cavaleiros que vivem na Bélgica e treinam no Haras Pessoa, em Ligny, podem vir ao Brasil para as seletivas.

Estão na Europa, além de Rodrigo e Bernardo, Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda (casado com a milionária Athina Onassis), Pedro Veniss e Cássio Rivette. ‘Todos têm chances’, observa Vítor, dizendo que a eles se juntam os cavaleiros que estão no Brasil, ele próprio – que está preparando as éguas Petra Z e Grace – Karina Johannpeter, André Miranda e Luiz Felipe de Azevedo, o Felipinho, se tiver cavalo. ‘A comunidade está voltada para essa seletiva.

Nos Jogos de 2003, Vítor foi o técnico da Argentina. ‘Apesar de eu ter classificado os argentinos para a Olimpíada de Atenas, não gostei de ter ficado fora da competição. Prefiro estar dentro.

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