A ex-primeira dama e senadora por Nova York, Hillary Clinton deu neste sábado (20) o primeiro passo para entrar na corrida presidencial de 2008 nos EUA. Uma das favoritas à indicação do Partido Democrata Hillary, de 59 anos, anunciou em seu site oficial que irá formar um comitê para arrecadar fundos e organizar sua campanha. Quatro dias antes, o senador por Illinois Barack Obama, outro forte candidato democrata e uma das figuras mais carismáticas do seu partido, também divulgou a formação de um comitê de campanha. "Estou na corrida e estou para ganhar", dizia um comunicado no site de Hillary.

"Essa será uma grande eleição, com grandes questões sobre a mesa. Como acabar corretamente com a guerra no Iraque? Como assegurar que nossos filhos tenham um meio ambiente limpo e segurança energética?" Advogada formada em Yale, Hillary pode se tornar a primeira mulher a ser presidente dos EUA, enquanto Obama seria o primeiro negro.

Esposa do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001), ela conta com uma ampla rede de apoios (foi uma das mais votadas ao concorrer à reeleição no Senado, em novembro) e deve ter facilidade para arrecadar recursos para a campanha. Hillary é crítica da estratégia da Casa Branca para o Iraque, tema central nas campanhas para as prévias. Recentemente, ela se opôs à proposta do presidente, George W. Bush, de enviar mais 25 mil soldados americanos para o país árabe.

Com a formalização de sua pré-candidatura, Hillary se tornou a sexta candidata democrata a entrar na disputa pela indicação do partido para a corrida presidencial. Além dela e de Obama, os senadores Joseph Biden e Christopher Dodd, o governador da Carolina do Norte, John Edwards, e o ex-governador Tom Vilsack também formaram comitês para administrar suas campanhas. O governador do Novo México, o hispânico Bill Richardson, pretende dar esse passo hoje.

Entre os republicanos, um dos nomes mais cotados é o do senador John McCain, derrotado por Bush nas primárias de 2000. Ele deverá enfrentar, entre outros, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney e Rudolph Giuliani, que era prefeito de Nova York quando ocorreram os ataques de 2001.