O hacker Otávio Oliveira Bandetini, condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão por furto qualificado e interceptação telemática não autorizada, continuará preso. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o argumento de carência de fundamentação de prisão apresentado por sua defesa e indeferiu o pedido de liminar em habeas-corpus para a expedição do alvará de soltura.

Bandetini é acusado de retirar irregularmente cerca de R$ 2 milhões de contas bancárias de terceiros via internet, mediante o uso de fraude. O vice-presidente do STJ, o ministro Francisco Peçanha Martins, entendeu não se verificar, à primeira vista, constrangimento ilegal em desfavor do hacker, pois o decreto de prisão está devidamente fundamentado.

O hacker já tinha sido denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por crime semelhante, mas conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade. Logo após a sentença, ele se mudou para o Rio, onde continuou praticando os mesmos crimes até ser preso, em 2005, por policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática.