No Brasil, o número de fumantes chega perto dos 35 milhões. O vício provoca a morte de mais de 300 pessoas por dia no país, superando o número de óbitos por Aids, acidentes de trânsito e crimes, em conjunto. O hábito do fumo está entre os comportamentos que mais influenciam no envelhecimento e chega a diminuir até 8 anos a vida das pessoas.

Fumar vicia orgânica e psicologicamente as pessoas. Paralelo ao crescimento da indústria do fumo, que movimenta US$ 4,5 bilhões ao ano, crescem os métodos de combate ao vício, como a hipnose e a psicoterapia, que podem ajudar nos casos onde a ansiedade é um fator importante. Algumas pessoas se beneficiam da acupuntura, obtendo bons resultados. Porém, o tratamento que tem sido bastante eficaz é o uso de bandagens de nicotina auto-adesivas, liberando doses da substância que são absorvidas pela pele, dando à pessoa a nicotina que o organismo precisa, sem precisar fumar.

Existem também as gomas de mascar, que funcionam da mesma maneira. Estes métodos contêm apenas a nicotina, sem as outras substâncias químicas contidas no cigarro, portanto, causam menos mal à saúde. Outras alternativas podem complementar os esforços para o paciente libertar-se do vício, como, medicamentos específicos e terapias com psicólogos e psiquiatras.

Segundo o médico José Roberto Cavassani, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (SP), qualquer método será eficaz para o paciente parar de fumar, desde que este esteja efetivamente decidido a fazê-lo. ?A decisão de parar de fumar, associada à determinação e disciplina pessoal, por si só, são suficientes para que o paciente abandone o hábito de fumar?, diz o médico.