São Paulo (AE) – O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) quer prisão domiciliar. Os advogados dele decidiram apresentar amanhã (11) o pedido à juíza Sílvia Rocha, da 2.ª Vara Criminal Federal argumentando que ele tem mais de 70 anos de idade, está adoecido, necessita de tratamento médico. "Não há motivos para essa perseguição encarniçada", sustenta a defesa do ex-prefeito, aprisionado na Polícia Federal (PF) desde 10 de setembro, sob acusação de crime contra o sistema financeiro, formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.
Os advogados dizem "confiar no Judiciário brasileiro", mas estudam ir à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) "denunciar violência a um direito básico". A estratégia consiste na apresentação de vários pedidos simultâneos. Além da domiciliar, os advogados pediram revogação da prisão preventiva. Enquanto arrisca tudo na Justiça, o ex-prefeito, isolado, enfrenta outro obstáculo – o PP soma 3 pedidos de expulsão de Maluf.


