O chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Luiz Gushiken exaltou-se há pouco, na CPI dos Correios onde depõe, ao responder a questionamento do deputado Onix Lorenzoni (PFL-RS), que disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por intermédio de Gushiken e do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, montou uma quadrilha para saquear os cofres públicos. Gushiken classificou de "leviana" a acusação e desafiou Lorenzoni a prová-la.

"Espanta-me a leviandade com que o sr. trata o governo e a mim", afirmou. "Se me acusa de formação de quadrilha, que apresente provas. Eu repudio essa afirmação".

Gushiken afirmou que a supervisão que a Secretaria de Comunicação de Governo (Secom), comandada por Gushiken até ele assumir seu cargo atual, tem de fazer sobre os contratos de publicidade no setor público federal é uma determinação legal.

Disse, ainda, que aditivos de contratos são de responsabilidade dos órgãos executores e que a Secom não tem participação nisso, acrescentando que, no episódio em que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza apresentou os contratos das empresas dele com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) como caução para empréstimos bancários, ele (Gushiken) foi o primeiro a denunciar "a natureza irracional" desse contrato.

Gushiken rebateu, também, a insinuação de Lorenzoni de que houve tráfico de influência em um contrato envolvendo a empresa Globalprev, que sucedeu à Gushiken Associados, com o fundo de pensão dos servidores da prefeitura de Campinas (Sanasa). Segundo Gushiken, a Globalprev é qualificada para a função, e o contrato com o fundo já existia na época em que a empresa ainda era a Gushiken Associados e ele não era ministro.