Pelo menos 100 jornalistas já foram mortos no Iraque desde a invasão americana do país árabe, em março de 2003, informaram hoje duas organizações mundiais que monitoram a situação de trabalho de funcionários da mídia, o francês Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o americano Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

"Nenhum conflito armado desde a Segunda Guerra Mundial foi tão mortal para a imprensa (como a guerra no Iraque)", disse o RSF por meio de um comunicado divulgado hoje.

Na segunda-feira, Adil al-Mansuri, correspondente em Bagdá da rede de televisão Al-Alam, pertencente ao governo iraniano, foi assassinado a tiros quando retornava à sua casa no oeste da capital iraquiana. Ele foi a última vítima entre os profissionais da imprensa no Iraque.

De acordo com o RSF, além dos 100 jornalistas e assistentes mortos, dois estão desaparecidos e outros três são mantidos como reféns por militantes islâmicos.