Brasília – O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, disse hoje (1) que as exportações brasileiras em maio foram prejudicadas pela greve dos fiscais da Receita Federal.

"No mês de maio, esperávamos uma exportação acima dos US$ 11 bilhões e ela foi de US$ 10,275 bilhões. Se as greves não tivessem acontecido, certamente esse patamar esperado certamente teria sido atingido", afirmou.

Segundo o secretário, por causa da greve, não é possível fazer uma análise precisa do resultado do comércio exterior em maio. "Por causa da greve, maio se tornou um ponto fora da curva", disse Meziat.

Com as importações crescendo ? elas somaram US$ 7,247 bilhões em maio – houve queda no saldo na balança comercial, que chegou a US$ 3,028 bilhões, 12,43% menor que o superávit alcançado em maio de 2005.

Entretanto, o governo considera o resultado positivo, porque reflete um momento econômico mais dinâmico. "As importações estão crescendo porque a economia brasileira está crescendo e é do interesse brasileiro que essas compras externas cresçam. Elas funcionam positivamente para o desenvolvimento econômico brasileiro".

A valorização do real frente ao dólar estimulou os brasileiros a comprarem produtos no exterior. A compra dos bens de consumo, como automóveis e eletroeletrônicos, cresceu 36,8% na comparação entre os períodos de janeiro a maio de 2005 e 2006. Também foi forte o crescimento da aquisição de máquinas e equipamentos por partes de empresas, em 26,8%. Isso significa que as fábricas planejam ampliar a produção.

Os dados de crescimento da importação de bens de capital coincidem com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontaram para crescimento de 3,7% nos investimentos brasileiros entre janeiro e abril de 2006.

Este ano, as importações estão crescendo num ritmo mais acelerado que o das exportações, e a tendência, segundo Meziat, é que a performance se repita em todos os meses ao longo do ano. Com isso, o resultado esperado para dezembro é de um saldo ao redor de US$ 40 bilhões, contra US$ 44,8 bilhões em 2005.