Brasília – A maioria dos bancos voltou a funcionar nesta sexta-feira (13) depois de 12 dias de greve. Os bancários aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), da Caixa Econômica e do Banco do Brasil de reajuste salarial de 3,5%, extensivo às demais verbas e aumento real da Participação nos Lucros e Resultados. A proposta anterior era de 2,85% de reajuste.

Em algumas praças, só voltaram os bancários de instituições privadas, que negociam com a Fenaban. É o caso do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte. Já os bancários de bancos privados e públicos encerraram a greve, na quarta-feira (11), nos seguintes estados: São Paulo, Brasília, Curitiba, Mato Grosso, Rondônia, Ceará, Pará, Amapá, Paraíba, Roraima e Espírito Santo.

Em Pernambuco, os bancários do Banco do Brasil ainda estão parados. A greve continua, nos bancos privados e públicos, de Porto Alegre, Florianópolis, Sergipe, Piauí, Maranhão e Campo Grande. Os bancários do Acre e do Espírito Santo ainda vão avaliar, em assembléia, a proposta da Fenaban, da Caixa e do Banco do Brasil.

A proposta da Fenaban para a PLR ficou em 80% do salário mais R$ 828. Se o banco não atingir 5% de lucro líquido, deve aumentar a PLR até chegar ao índice ou pagar dois salários, limitados a R$ 10.992. A Caixa ofereceu 80% do salário mais um valor adicional de R$ 3.167. No Banco do Brasil, a PLR subiu de 88% para 95% salário, mais um valor fixo de R$ 412. O valor será pago semestralmente.