Ativistas do Greenpeace permanecem no Porto de Paranaguá, no Paraná, para impedir que navios transportando cereal transgênico embarquem soja paranaense. Este final de semana eles voltaram a protestar impedindo que o navio Global Wind carregasse 10 mil toneladas de soja convencional e completasse sua carga de soja transgênica, vinda da Argentina.

Devido ao impedimento, que atrasaria outros carregamentos, a direção do Porto emitiu uma ordem de serviço para que a embarcação cedesse a vez a outros navios, com prioridade de carregamento. Os ativistas do Greenpeace usam faixas pedindo o “Paraná Livre de Transgênicos”, e se acorrentam, a cada manifestação, às escadas de acesso aos equipamentos que transferem a soja do armazém para o navio.

Segundo a integrante do movimento, Mariana Paoli, eles vão esperar que o Governo Federal tome alguma providência para impedir esse tipo de operação. “É fundamental que a União proteja os interesse econômicos da maioria dos agricultores brasileiros que não plantaram transgênicos e garanta as vantagens comerciais do nosso país de não produzir transgênicos”, declarou.