Governo lança oficialmente campanha de vacinação contra febre aftosa

O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, lançou nesta sexta-feira (29) em Guarapuava a primeira etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa, que vai de 1.º a 20 de maio.O evento foi realizado no Campus da Unicentro, e contou com as presenças de prefeitos, vereadores, de representantes de sociedades rurais e de sindicatos rurais.

Orlando Pessuti enfatizou a importância da defesa agropecuária no Estado. Ele lembrou que as ações da Secretaria da Agricultura não se restringem apenas ao combate da febre aftosa, mas também de tantas outras doenças que não existem hoje no Paraná (como a newcastle, peste suína, brucelose) em função do trabalho desempenhado pelo Defis ? Departamento de Defesa, Fiscalização e Sanidade Agropecuária.

O secretário salientou que o restante do rebanho paranaense deverá ser vacinado até o fim da campanha. ?Precisamos imunizar 100% dos animais, e para isso contamos com o apoio das lideranças que integram os 161 Conselhos Intermunicipais e Municipais de Agropecuária. Somente com o esforço de todos será possível atingir os 10,3 milhões de bovídeos existentes no Estado?, afirmou. Ele lembrou que a vacina contra a febre aftosa é obrigatória e a multa por cabeça de gado não imunizada é de R$ 72,82.

O Paraná completa agora em maio dez anos sem registrar ocorrência de febre aftosa em seus rebanhos. A ausência da doença permitiu que em maio de 2000 o Paraná fosse internacionalmente reconhecido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) como área livre de febre aftosa, com vacinação. A partir daí o Estado aumentou as exportações de carnes.

De 1999 a 2004, a receita da exportação da carne bovina cresceu mais de 230 % (de U$ 30,6 milhões para U$ 101,5 milhões); as exportações de carne suína cresceram mais de 700 % (de U$ 11,9 milhões para U$ 101,4 milhões) e a de carne de aves saltou de U$ 262 milhões para U$ 728 milhões, um acréscimo de 177 %. ?O Brasil tem tudo para se tornar o grande fornecedor de carne bovina para o mundo devido aos grandes rebanhos, clima, solo, genética e tecnologia que dispõe, onde é possível produzir boi a pasto (boi verde), ou confinado, com grande competitividade, podendo atender aos mais diversos mercados?, destacou Pessuti.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.