Governo e oposição querem destrancar a pauta de votação do plenário da Câmara hoje com a votação de seis medidas provisórias e de três projetos de lei enviados pelo Executivo com urgência constitucional. Ontem, os principais partidos de oposição, PFL e PSDB, fecharam um acordo com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), que pôs fim à obstrução dos trabalhos.

Duas sessões extraordinárias estão marcadas para esta tarde. Com a pauta livre, os deputados deverão votar ainda hoje o projeto da nova Lei de Falências e partirem para a votação de outras matérias de interesse do governo. Os partidos estão tentando um acordo para votar ainda neste mês o projeto de reforma tributária. Como se trata de emenda constitucional, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos com um prazo de cinco sessões entre as votações, por isso a pressa dos deputados em fechar um acordo para poder permitir a conclusão da votação antes do recesso parlamentar.

Por exigência da oposição, a Câmara poderá votar também na sessão de hoje o projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo. O PFL e o PSDB incluíram a proposta na pauta, porque pretendem rejeitá-la durante a votação no plenário.