“As duas reuniões e a visita à fábrica resultaram numa proposta conjunta de solução que atenda ao interesse da agência de aplicar as salvaguardas eficientes e efetivas e atenda ao interesse do Brasil de preservar sua tecnologia”, disse um dos técnicos brasileiros que participou dos encontros.
Estiveram na reunião o chefe da seção da AIEA que trata das Américas, o sul-africano Neville Whiting, a americana Therese Renis, o francês Roger Lafolie, além de técnicos da Cnen INB, e da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc).
Há um ano, a agência e o governo brasileiro vêm discutindo a respeito da inspeção na fábrica de enriquecimento. A AIEA exigia o acesso total e irrestrito às ultracentrífugas, desenvolvidas pela Marinha. O governo recusava o acesso e escondeu as ultracentrífugas com tapumes. Para acabar com o impasse, o Brasil ofereceu maior visibilidade de tubos e conexões (por onde os técnicos da AIEA podem comprovar que não há desvio de urânio) e a agência reconheceu que não precisa ter acesso irrestrito à fábrica para realizar a inspeção.
Os técnicos brasileiros estão confiantes de que a proposta que os integrantes da AIEA levarão à Viena será aceita. “Se a sugestão agradou às 17 pessoas que estavam reunidas hoje, provavelmente agradará à agência”, disse a fonte ouvida pela Agência Estado, sem entrar em detalhes sobre o que foi acordado.
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