O Governo do Paraná está orientando os produtores rurais paranaenses sobre as vantagens da soja convencional em comparação com a soja transgênica. As informações destacam que a soja convencional tem vantagens comerciais, melhores índices de produtividade e não gera efeitos sobre o meio ambiente e a saúde.

O informe está sendo divulgado seguindo orientação do governador Roberto Requião. "O Governo tem a obrigação de esclarecer produtores e consumidores e proteger a economia do Paraná e do Brasil", explica.
Requião destaca a posição do Governo do Paraná em defender a produção de soja convencional buscando garantir e preservar os mercados para a soja paranaense, evitando a possibilidade de um colapso econômico para os produtores de soja do Estado e para a própria economia do Paraná.

O governador afirma que cabe ao Estado preservar o meio ambiente e evitar a contaminação do solo e da água pelo uso excessivo de herbicidas e, sobretudo, ter alimentos mais saudáveis e seguros para o consumidor, com valor diferenciado ao produtor. Além disso, ele defende usar o princípio da precaução comercial para garantir a produção de uma commodity diferenciada – a soja convencional – que terá sempre mercados garantidos em todo o mundo.

As informações estão no site www.pr.gov.br/seab e enfocam aspectos como tendências do mercado mundial, produtividade, utilização de herbicidas, contaminação química do solo, royalties e reação dos consumidores.

A Secretaria da Agricultura alerta que o mercado da soja paranaense corre riscos com a soja transgênica. "O Paraná levou décadas para conquistar os mercados europeu e asiático pela qualidade de sua soja convencional e pelos seus custos competitivos. Podemos perder todo esse mercado e ficar na dependência de vender apenas para quem compra soja transgênica, perdendo competitividade por deixar de produzir um produto diferenciado e de 1ª linha. Além do mais, com a soja transgênica ficaremos na dependência tecnológica das sementes patenteadas e herbicidas produzidos pela Monsanto, empresa do país que é nosso principal concorrente. Ou seja, nos colocamos nas mãos de nossos concorrentes pelo mercado mundial. O bom senso mostrou, através dos tempos, que devemos nos aliar aos consumidores e não aos concorrentes".

Vantagens

A alta produtividade da soja convencional é outro ponto destacado pela Secretaria de Agricultura. "A soja transgênica não oferece maior produtividade. Já a soja convencional brasileira tem maior produtividade que a soja transgênica americana, produzindo na safra 2004 a média de 2.820 kg/ha, enquanto os americanos produziram 2.280 kg/ha. No Brasil, os produtores gaúchos que utilizaram soja transgênica na safra 2003/2004 produziram apenas 1.400 kg/ha, produtividade muito menor que a da soja convencional do Paraná, que na mesma safra teve rendimento de 2.550 kg/ha. Não foi um bom negócio para os gaúchos".

Prejuízos

Os Estados Unidos estão começando a registrar pesadas perdas em suas exportações de soja transgênica. A observação é presidente da Claspar, Eduardo Baggio. "Os EUA estão perdendo mercado para sua soja, que é basicamente transgênica. Suas exportações em 2004 (janeiro/agosto) tiveram expressiva queda de 41,5% em volume, caindo de 16 milhões de toneladas em comparação a igual período de 2003, além de uma redução de 14,7% no preço médio por tonelada", informa.

"Mais significativa ainda é a redução de vendas dos Estados Unidos para a União Européia: as exportações caíram de 2,2 milhões de toneladas para apenas 937 mil toneladas, enquanto que as vendas de soja norte-americana para a China despencaram de 5 milhões de toneladas para 2,2 milhões de toneladas", exemplifica.

Informações divulgadas nesta semana nos Estados Unidos dão conta que, pela primeira vez em 50 anos, a balança comercial agrícola norte-americana registrará déficit neste ano. É citado o fato de que o Brasil, exportando soja convencional, terá receita de US$ 9,3 bilhões contra US$ 8,83 bilhões de soja transgênica exportados pelos Estados Unidos.

A SEAB fornece informações sobre o tema pelo e-mail sojadoparana@seab.pr.gov.br e pelo telefone 41-313-4064.