Técnicos da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) e do Centro de Diagnóstico ?Marcos Enrietti? iniciaram nesta terça-feira (06), em Curitiba, o treinamento com base na metodologia que começa a ser usada nos laboratórios de ambas entidades para detectar a presença ou não de transgenia em milho cultivado, comercializado e em trânsito no Paraná.

O secretário da Agricultura, Valter Bianchini, disse que a iniciativa faz parte da operação que visa proibir a entrada de milho geneticamente modificado no Estado. Segundo ele, desde fevereiro o Governo do Paraná iniciou um trabalho para coibir a entrada de milho transgênico no Estado, já que o cultivo dele está proibido por lei federal.

?Os testes para identificar a transgenia no milho vem apoiar o plano de ação que colocamos em prática, que reúne várias iniciativas, como a fiscalização do trânsito, do comércio e do plantio ilegal do organismos geneticamente modificados (OGM\’s)?, disse.

Além de ter acesso aos kits, o grupo de técnicos foi treinado por um engenheiro químico da empresa fornecedora do material. Apenas no Conselho, há cerca de 40 kits, que serão usados nos exames laboratoriais de 1200 amostras coletadas nas lavouras do Estado.

Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Fiscalização (Defis) da Secretaria da Agricultura, Marcelo Silva, durante o ano serão coletadas 600 amostras de milho da safra normal e a mesma quantidade do milho da safrinha. ?Com esses kits, vamos poder identificar tanto o milho BT como o Hound-up Red, exemplos de transgenia?, disse.

Silva também lembrou que, paralelamente aos exames realizados no Centro e nos três laboratórios da Claspar, localizados em Curitiba, Maringá e Francisco Beltrão, cerca de 120 engenheiros agrônomos do Defis visitam as lavouras de milho espalhadas pelo Estado.

?Nelas, eles obtêm partes da planta do milho, que são encaminhadas para o ?Marcos Enrietti?. Caso os exames identifiquem a presença de transgenia, o Defis passa a tomar as providências administrativas e legais cabíveis?, informou.

A diretora do Centro, Ana Beatriz de Oliveira, lembrou que, pela primeira vez, o ?Marcos Enrietti? faz análises de transgênicos. ?Aqui, faremos análises das folhas. Caso haja uma ocorrência de OGM, vamos expedir um laudo ao Defis para que as medidas sejam tomadas?, disse.

Os mesmos profissionais, que atuam nas lavouras, coletam amostras de sementes de milho nos estabelecimentos comerciais onde o produto é vendido. ?O material coletado é encaminhado aos laboratórios da Claspar, onde são realizados os testes qualitativos para identificar a presença ou não de milho geneticamente modificado?, afirmou Silva.

O engenheiro agrônomo Osvaldo de Castro Ohlson, responsável técnico pelo Laboratório de Sementes da Claspar, informou que as análises feitas com as sementes, em geral, servem para avaliar a qualidade física, fisiológica e sanitária do material.

?Em 2005, iniciamos um trabalho para a Secretaria, que consiste em avaliar a presença de OGM\’s em sementes de soja. Agora, daremos início ao mesmo procedimento, porém, visando detectar a presença ou não de milho transgênico?, disse. Desde do dia 12 de fevereiro, a Claspar mantém a fiscalização documental do trânsito de sementes de milho em todas as divisas do Paraná.