O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Valdir Moysés Simão, afirmou que o governo tentará recorrer à Justiça para dividir com os sindicatos a multa dada ao órgão. Ontem (8), a Justiça Federal determinou que se a greve não terminar em dez dias, o INSS terá que pagar R$ 100 mil por dia sem trabalho. "A responsabilidade não é só da União", defendeu. Valdir Simão participou há pouco da posse do secretário executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas.

Simão afirmou que todas as medidas, adotadas pelo INSS para pôr fim à greve, serão apresentadas à Justiça. Segundo ele, cabe ao instituto registrar quem tem faltado ao trabalho e cortar a remuneração pelos dias parados. "Num segundo momento, se essa ausência perdurar por mais tempo, faremos apuração de responsabilidade."

O presidente do INSS disse acreditar num acordo com os servidores antes mesmo do fim do prazo de dez dias estipulado pela Justiça. "Nós temos a convicção de que nós vamos acabar conseguir, através de um acordo, fazer com que os servidores retornem à atividade", afirmou. Segundo ele, caso o acordo seja feito, o Ministério Público Federal se compromete a retirar a ação civil pública que move na Justiça Federal contra o INSS.

Hoje (9), representantes dos servidores se reúnem com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento Sérgio Mendonça para negociar uma proposta de reajuste. Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 9% a 16%, pagamento de gratificação de desempenho em valores iguais para ativos e inativos e definição de plano de carreira. A greve já dura mais de dois meses.