Durante a cerimônia, o governador lembrou que os índices de criminalidade estão diminuindo no Estado e que a Campanha do Desarmamento evitou que muitas armas chegassem nas mãos de jovens. "O objetivo da campanha não é desarmar as quadrilhas. Nesse lote destruído hoje vi apenas duas armas que poderiam ser utilizadas pelos grandes criminosos: uma metralhadora argentina e um Fuzil Hugger 762. As demais armas são caseiras que ficarão fora de circulação e este é o lado positivo da campanha", afirmou Requião.
Desde janeiro deste ano, 29 mil armas de fogo já foram tiradas de circulação no Paraná. Só a Campanha paranaense arrecadou 20 mil armas de janeiro a julho. Desde a parceria com o Governo Federal, outras nove mil já foram entregues pela população. De acordo com o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, o sucesso da campanha está comprovado também porque o Paraná foi um dos Estados que mais arrecadou armas em todo o país. "A população paranaense provou que não apenas entendeu, mas apoiou intensamente o desarmamento colocando o estado como um dos que mais arrecadaram armas em todo o país. Esta parceria, este apoio foram imprescindíveis", disse Delazari.
Para a destruição, o local foi protegido com uma malha metálica que possibilita observar todo o processo. Policiais militares fizeram também um cordão de isolamento e foram colocadas chapas de aço no chão, espalhando as armas, para que rolos compressores fizessem a trituração. Após a inutilização das armas em frente ao Palácio Iguaçu, o material foi recolhido pelo Exército, que é o responsável por providenciar o derretimento do metal.
Delazari aproveitou a ocasião para reforçar o protesto contra as verbas destinadas pelo Governo Federal aos Estados para investimentos em Segurança Pública. "Esperamos a compreensão do Governo Federal que deve rever esta situação. O colegiado aguarda a reunião com o presidente Lula para que ele ouça de cada autoridade suas dificuldades", disse Delazari, que é presidente do Colégio Nacional dos Secretários da Segurança Pública.
Especial
A cerimônia em frente ao Palácio teve ainda a participação especial de um grupo de cantores angolanos. Os dez garotos e garotas, de idades entre 11 e 18 anos, sofrem de deficiência visual e vieram para o Brasil através de um convênio, para que eles pudessem estudar e receber atendimento especial. Os meninos chegaram em Curitiba em 2001 e foram acolhidos pelo Instituto Paranaenses de Cegos.