O Governo do Paraná destruiu, na manhã desta quinta-feira, quatro mil armas arrecadadas pela Campanha Estadual do Desarmamento, em uma cerimônia pública, em frente ao Palácio Iguaçu. "O enfrentamento definitivo da violência é uma das formas de desenvolvimento sustentável do país. A campanha contra a violência é um passo para o processo de inclusão social", afirmou o governador Roberto Requião. Esta foi a quarta e a maior destruição pública de armas já feita pelo Governo neste ano. Ao todo, mais de onze mil armas de fogo já foram inutilizadas em 2004, contra pouco mais de 740 no ano passado.

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Durante a cerimônia, o governador lembrou que os índices de criminalidade estão diminuindo no Estado e que a Campanha do Desarmamento evitou que muitas armas chegassem nas mãos de jovens. "O objetivo da campanha não é desarmar as quadrilhas. Nesse lote destruído hoje vi apenas duas armas que poderiam ser utilizadas pelos grandes criminosos: uma metralhadora argentina e um Fuzil Hugger 762. As demais armas são caseiras que ficarão fora de circulação e este é o lado positivo da campanha", afirmou Requião.

Desde janeiro deste ano, 29 mil armas de fogo já foram tiradas de circulação no Paraná. Só a Campanha paranaense arrecadou 20 mil armas de janeiro a julho. Desde a parceria com o Governo Federal, outras nove mil já foram entregues pela população. De acordo com o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, o sucesso da campanha está comprovado também porque o Paraná foi um dos Estados que mais arrecadou armas em todo o país. "A população paranaense provou que não apenas entendeu, mas apoiou intensamente o desarmamento colocando o estado como um dos que mais arrecadaram armas em todo o país. Esta parceria, este apoio foram imprescindíveis", disse Delazari.

Para a destruição, o local foi protegido com uma malha metálica que possibilita observar todo o processo. Policiais militares fizeram também um cordão de isolamento e foram colocadas chapas de aço no chão, espalhando as armas, para que rolos compressores fizessem a trituração. Após a inutilização das armas em frente ao Palácio Iguaçu, o material foi recolhido pelo Exército, que é o responsável por providenciar o derretimento do metal.

Delazari aproveitou a ocasião para reforçar o protesto contra as verbas destinadas pelo Governo Federal aos Estados para investimentos em Segurança Pública. "Esperamos a compreensão do Governo Federal que deve rever esta situação. O colegiado aguarda a reunião com o presidente Lula para que ele ouça de cada autoridade suas dificuldades", disse Delazari, que é presidente do Colégio Nacional dos Secretários da Segurança Pública.

Especial

A cerimônia em frente ao Palácio teve ainda a participação especial de um grupo de cantores angolanos. Os dez garotos e garotas, de idades entre 11 e 18 anos, sofrem de deficiência visual e vieram para o Brasil através de um convênio, para que eles pudessem estudar e receber atendimento especial. Os meninos chegaram em Curitiba em 2001 e foram acolhidos pelo Instituto Paranaenses de Cegos.

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