No primeiro balanço dos 100 dias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que será feito hoje, no Planalto, o governo vai minimizar dois fatos: que há dificuldades no andamento de pelo menos 30% das obras previstas no programa e que apenas duas das nove Medidas Provisórias já foram aprovadas pela Câmara e pelo Senado. Sem uma novidade impactante, o governo deve bater na tecla de que, depois do anúncio do PAC, no final de janeiro, ninguém mais duvida que o crescimento deste ano deverá ficar em 4,5%.

Caberá ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a sustentação da tese de que os dados mais recentes da economia provam que o PAC criou um clima mais favorável para o aumento dos investimentos e uma redução mais significativa das taxas de juros. Mantega deve reafirmar a projeção de crescimento de 5% a partir de 2008 e que os juros no final deste ano poderão ficar na casa dos 10% – a taxa Selic está hoje em 12,5%.

"A avaliação do governo é positiva. O PAC mudou o cenário macroeconômico, forçou o governo a melhorar sua gestão e estimulou os empresários", avaliou para o Estado o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. "O PAC é a condição necessária para o desenvolvimento", acrescentou o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.