Governo assina acordo com Instituto Nacional da Propriedade Intelectual

Um acordo de cooperação assinado nesta segunda (06) entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) vai permitir a formação de profissionais especializados em inovação tecnológica e registro de patentes. ?É fundamental para o desenvolvimento do Estado aprimorar a formação de seus pesquisadores e técnicos para que possam atender as exigências do mercado competitivo?, anunciou o secretário.

Rizzi falou na abertura do III Seminário sobre ?A Propriedade Intelectual como Fator de Inteligência Competitiva?, promovido pela Secretaria/Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sistema FIEP, Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-Pr) e instituições nacionais e locais de desenvolvimento científico e tecnológico. O seminário acontece no auditório do Cietep, com presença do presidente do INPI, embaixador Roberto Jaguaribe.

?Vivemos hoje um tempo de profundas transformações científicas e tecnológicas e de exigências de competitividade. Neste cenário, a inovação tecnológica, a propriedade intelectual e o registro de patentes são fundamentais para o desenvolvimento do Estado?, afirmou o secretário. Segundo ele, o Governo do Paraná, através da Seti e Agência Paranaense de Propriedade Industrial (APPI), com sede no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Curitiba, já vem fazendo um trabalho nessa linha.

Iniciativas

Por isto, informou, para reforçar este trabalho e avançar nessas questões, oito técnicos do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual estarão em Curitiba a partir do dia 11, treinando pesquisadores e técnicos da área. O treinamento será dado na própria APPI. O treinamento prossegue até o dia 17. Conforme ainda o secretário, várias outras iniciativas vêm sendo tomadas pelo Governo do Paraná para promover o desenvolvimento científico-tecnológico.

Entre outras, estão a instalação no bairro do Jardim Botânico, do Tecnocentro, concebido para funcionar em sintonia com as demais instituições de ensino superior, de pesquisa e da iniciativa privada ? Universidade Federal do Paraná, Sistema FIEP, Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

A idéia é estruturar, nesse bairro de Curitiba, um conjunto de instituições indutoras do desenvolvimento científico e tecnológico. ?Dentro de uma semana teremos a APPI dentro do Tecnocentro?, adiantou o presidente do TECPAR, Mariano de Mattos Macedo. Além dessa agência, também serão instaladas no local várias incubadoras tecnológicas.

Patente

Para o presidente do INPI, embaixador Roberto Jaguaribe, o Brasil já é considerado um grande gerador de conhecimento científico-tecnológico. O problema – acrescentou, ?é que somos subprodutores de patentes?. Conforme Jaguaribe, o registro de patentes no país está entre 0,1% e 0,2% ao ano, contra 1,6% de geração de conhecimento. ?Mais de 90% de todas as patentes são concedidas a empresas fora do país. Isto é alarmante?, disse ainda na abertura do seminário.

Na opinião do presidente do Sistema FIEP, Rodrigo Rocha Loures, o Paraná é o segundo Estado em inovação tecnológica. ?Nossa meta é fazer com que o Estado também ocupe essa posição no registro de patentes?, destacou. O empresário defendeu uma nova cultura de gestão tecnológica como forma de o país superar o atraso.

?Enquanto a Coréia e França, por exemplo, registraram no ano passado cerca de quatro mil patentes, o Brasil alcançou apenas 130. Isso é muito pouco?, comentou, lembrando ainda que o país gasta, em média, cerca de US$ 2 bilhões/ano com remessas ao exterior, dedutíveis do imposto de renda, para pagar esforços de pesquisa feitos lá fora. ?Mas internamente não disponibiliza mais do que R$ 400 milhões para financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento?.

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