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Governadores devem pressionar acordo entre PT e PMDB

  • Por Jornalista Externo

Os governadores do PMDB do Sul devem pressionar a bancada do partido no Congresso a fechar um acordo de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de declararem ontem em Florianópolis (SC) o apoio a Lula, os governadores do Paraná, Roberto Requião, do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto e de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, devem trazer mais um aliado estadual amanhã. É o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos.

A estratégia de usar a força dos governadores do PMDB para acelerar a negociação sobre a participação no governo foi selada ontem, durante reunião entre os três governadores do Sul e o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Amanhã, os três governadores do Sul e Vasconcelos voltam a se reunir com Dirceu para reafirmar o compromisso de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Apoiamos o governo Lula nas reformas [previdenciária e tributária] e na política econômica. Nosso apoio é dado em nome do país”, disse Requião.

Em São Paulo, o presidente do PT, José Genoino, disse ontem que a aliança com os governadores é fundamental para o acordo sobre a participação do partido no governo. “Temos uma aliança com governadores que precisa ter com sucesso. Com os três do Sul mais o Jarbas Vasconcelos. E agora costurando com Eunício Oliveira (líder do PMDB na Câmara), Renan (Calheiros, líder no Senado) e (José) Sarney (presidente do Senado) o trabalho político de integração do PMDB [na base de sustentação do governo”, disse Genoino.

No entanto, senadores do PMDB disseram que não será fácil fechar a aliança com o governo. Segundo eles, o PMDB continua dividido: uma parte está disposta a apoiar o governo imediatamente e outra reivindica a entrega de um ministério ao partido para selar o acordo.

A expectativa é que com o reforço dos governadores do PMDB fique mais fácil para o Planalto conseguir o apoio do partido e dessa forma garantir a maioria congressual necessária para aprovar matérias constitucionais, como as reformas tributária e previdenciária. Os governadores do PMDB devem participar amanhã da reunião da bancada do partido no Senado para discutir a inserção do partido na base de apoio do governo. “A aproximação deve avançar bastante, mas o resultado final do processo pode mais um tempo para ser concluído”, disse um senador.

Requião e Genoino negaram que a participação do partido no governo dependa do controle de ministérios. “A adesão do PMDB ao governo não é remunerada, não é moeda de troca”, disse Requião. O presidente do PT disse que é preciso criar condições para o PMDB participar do governo. “Vamos consolidar (acordos) nos estados onde o PMDB já tem alianças com o PT. Depois vamos construir as condições para o PMDB integrar o primeiro escalão.”

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