Três golpistas foram presos neste fim de semana (14 e 15) por policiais civis e militares que participam da Operação Viva o Verão no litoral paranaense. Um homem acusado de se fazer passar por ator da Rede Globo para furtar suas vítimas e duas pessoas que vendiam perfumes de origem suspeita foram denunciados e irão responder pelos crimes praticados. As prisões foram realizadas, respectivamente, em Praia de Leste e Matinhos.
Enoque da Silva, 26 anos, dizia ser ?ator da Rede Globo? e usava até um falso contrato de trabalho com a emissora. Ele foi preso num hotel em Praia de Leste. Enoque abordava mulheres na praia, conquistava a confiança delas e furtava dinheiro, talões de cheques e documentos. Depois da denúncia de duas vítimas na delegacia de Ipanema, a polícia localizou o acusado e encontrou com ele cheques e cartões de banco das duas mulheres. Ele foi autuado em flagrante por furto, estelionato e falsidade ideológica.
De acordo com o delegado Homero Vieira Neto, é possível que mais mulheres tenham caído no mesmo golpe. ?Foi só iniciarmos as investigações para que a verdade viesse à tona. Enoque confessou que preencheu o falso contrato para que o golpe tivesse mais credibilidade?, disse o delegado, que atua na delegacia de Ipanema durante da Operação Viva o Verão. Para se ter uma idéia da ousadia do golpista, ele pagou com cheques furtados a conta do hotel em que estava hospedado.
Perfumes
Os outros dois golpistas foram presos por policiais militares da Operação Viva o Verão em Matinhos. A dupla foi denunciada por estar vendendo nas ruas da cidade perfumes de ?segunda linha? que seriam de O Boticário. A versão dada ao delegado Amarildo Antunes é de que os frascos tinham sido comprados na Rua 25 de Março, em São Paulo, de um vendedor desconhecido. ?Esta rua é muito conhecida pela quantidade de lojas e vendedores ambulantes, bem como por produtos falsificados que atraem uma multidão de compradores todos os dias?, explicou o delegado.
Com a dupla foram apreendidos 39 frascos de perfume. O material foi encaminhado para testes no laboratório do Instituto de Criminalística. Na delegacia, os dois contaram que cobravam metade do preço do produto vendido nas lojas da marca, mas que ?avisavam? que se tratava de produto de segunda linha.
Alerta
A representante de O Boticário na cidade informou que a empresa não vende produtos de segunda linha. ?Somente após a análise dos peritos é que poderemos saber com certeza o teor da falsificação. Em alguns casos investigados, os frascos eram originais, mas o conteúdo não. É isto que será apurado?, disse o delegado.


