O especialista em contas públicas Raul Velloso estima em R$ 4 bilhões anuais o gasto adicional do governo com o reajuste do salário mínimo de 260 para 300 reais em maio.

No cálculo do impacto líquido do aumento do mínimo, Velloso usa a estimativa oficial de gastos da administração federal.

"O governo do presidente Lula vai ter de arranjar mais R$ 4 bilhões ao ano para fazer frente a essas despesas", disse. A maior parte desses gastos são em pagamentos de benefícios sociais, como aposentadorias rurais, que são englobados nas despesas da Previdência Social, embora sejam parcial ou totalmente consumidos em assistência social.

Outra grande despesa é com o pagamento do seguro-desemprego. Em seguida, com impacto bem menor, Velloso afirmou que vêm os benefícios a idosos e portadores de deficiências e o pagamento do Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

O cálculo do impacto é feito a partir da projeção de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) médio de 2006 será de 6,4%, conforme estimam os analistas do mercado. Assim, o aumento nominal do mínimo de 15,4% resulta num aumento real de 8 4% (ou 22 reais).