Rio – Tentativas de parte da cúpula do PMDB de evitar a candidatura própria em favor de uma aliança pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não terão êxito, avaliaram o pré-candidatos a presidente Anthony Garotinho (PMDB) e o governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), também pré-candidato, em café da manhã no Palácio Laranjeiras. "Não acredito que dê frutos a tentativa de boicote que alguns vêm tentando fazer", disse Garotinho, referindo-se ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao senador José Sarney (PMDB-AP).

 "Não existe a mínima possibilidade de o PMDB ser vice de alguém", declarou Rigotto. "O PMDB é uma locomotiva. Tem de comandar o processo e não ser um vagãozinho", afirmou ele, que se licenciou para fazer campanha às as prévias, que acontecem no dia 19. Os pré-candidatos do PMDB a presidente analisaram três estratégias diferentes que seriam pensadas para tornar inviável a candidatura própria: um esvaziamento das votações, uma ação judicial contra as prévias e o lançamento de mais pré-candidaturas.

Contra a primeira opção, Garotinho afirmou que cerca de 90% dos 22 mil eleitores do partido nas prévias estão em Estados que as apóiam, e citou: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco. "Resta o caminho jurídico, mas entrar com uma liminar contra a realização das prévias traria um desgaste enorme para essas pessoas que tentassem ganhar no tapetão", disse Rigotto. Eles lembraram que ainda é possível se inscrever para as prévias, uma vez que o prazo vai até o dia 10.

Segundo Garotinho, porém, "o tempo político" não seria suficiente para tornar viável um novo nome a ganhar a disputa. Acrescentou que possíveis pré-candidatos como os governadores do Distrito Federal, Joaquim Roriz, e do Paraná, Roberto Requião, teriam lhe informado que não pretendem concorrer. Rigotto e Garotinho reafirmaram que o vencedor das prévias terá o apoio do vencido, seja qual for o resultado. O gaúcho, que esteve de madrugada no Sambódromo, viajou de volta ao Rio Grande do Sul após o encontro