Fusões e aquisições no País crescem 33% no primeiro trimestre

As fusões e aquisições anunciadas no primeiro trimestre deste ano no mercado brasileiro foram 33% maiores do que no mesmo período do ano passado, segundo pesquisa divulgada pela KPMG Brasil. De acordo com o levantamento, foram efetivadas 108 transações entre janeiro e março, contra 81 no mesmo intervalo de 2006.

O setor de alimentos, bebidas e fumo liderou os negócios, com 12 operações. Tecnologia da informação, com 10, e química e petroquímica, com nove, vieram a seguir. São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais representaram 70% das operações.

De acordo com sócio de Corporate Finance da KPMG, Cláudio Ramos, o crescimento do interesse do capital externo por empresas brasileiras foi o maior responsável por essa alta. De janeiro a março, do total de transações, 51% foram de companhias internacionais adquirindo brasileiras ou estrangeiras no Brasil. No mesmo período de 2006, apenas 37% das operações tiveram essas características.

O levantamento leva em conta apenas as operações anunciadas e não o desfecho das negociações. E também não soma os valores envolvidos, já que em muitos casos os investimentos nas operações não são divulgados.

O resultado deste primeiro trimestre (fechado no dia 27) já incorpora a compra da Ipiranga pela Petrobras, Ultra e Braskem e da nova Varig pela Gol, mas não aquisição da Cintra pela AmBev.

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