São Paulo – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, propôs hoje (5) que seja feita uma transferência de impostos cobrados no momento da venda de automóveis para o combustível consumido ao longo da vida útil do veículo. A sugestão de Furlan, que, segundo ele, é ainda apenas uma hipótese, seria uma das alternativas o mercado interno de autos, compensando as empresas do setor pelas perdas de competitividade que vem sendo observada nas exportações. "O consumidor paga um imposto elevado quando adquire um veículo. Se parte desse imposto puder ser transferida ao longo da vida útil do veículo, ele vai pagar o mesmo imposto em etapas diferentes."
Furlan insistiu que a medida não representaria um acréscimo de impostos, mas sim uma mudança na forma como o consumidor paga por um mesmo tributo. "Se essa tributação pudesse ser distribuída ao longo do tempo, nós certamente teríamos um aumento de demanda", afirmou.
Questionado sobre se a estratégia não significaria desonerar os produtos em prejuízo ao consumidor, Furlan se atrapalhou na resposta e disse: "É quase isso", sem fornecer outros detalhes. Furlan não comentou quais impostos poderiam ser incluídos em uma medida como essa.
O ministro conversou com os jornalistas ao chegar a um almoço onde será lançado o livro "Passaporte para o mundo", elaborado pela Agência de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil). Antes, Furlan esteve reunido com o presidente da Volkswagen, Hans Christian Maergner, onde assistiu a uma apresentação detalhada da situação do setor e das dificuldades enfrentadas pela companhia no mercado nacional.


