O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Luiz Fernando Furlan, defendeu nesta terça-feira (6) que o Japão seja menos protecionista nocampo agrícola para conseguir evoluir nas relações comerciais com o Brasil. Oministro lembrou que o Japão faz parte da coalizão dos países protecionistasque criou obstáculos para Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio(OMC). Essa mudança seria importante e uma percepção da oportunidade e nãoapenas uma visão defensiva no seu mercado doméstico, afirmou.

O ministro observou que hoje para o Brasil e o Japão o mercado da China é maisimportante comercialmente. Lembrou que cada um têm prioridades diferentes, masque é preciso um esforço comum para que haja maior aproveitamento dasoportunidades entre Brasil e Japão.

Hoje para o Brasil a América Latina é um mercado muito maisimportante do que o mercado japonês. Também é um movimento que veio de acordoscomerciais nos últimos anos. Portanto seria muito importante que houvesse umamovimentação mais rápida de um acordo comercial entre Japão e o Mercosul,disse Furlan.

Segundo Furlan, o Japão têm planos para adoção do etanol a partir de 2010, maso país teme problemas de fornecimento em longo prazo. "A preocupaçãojaponesa é que eles adotem uma política de introdução do etanol e não hajanenhum tipo de racionamento ou dificuldade logística ou de abastecimento. Entãoesses três anos, de 2007 a 2010, deverão ser muito ricos em investimentos, demaneira que no momento que o Japão adotar a mistura do etanol haja um abastecimentoassegurado com uma equação de preços a longo prazo, explicou.

Segundo o ministro, o mercado japonês pretende misturar inicialmente 3% deetanol, o que deverá totalizar 1,8 bilhão de litros por ano, aproximadamentemetade da exportação brasileira do ano passado. A exportação brasileira hoje éde 3,5 bilhões de litros por ano. O ministro Furlan acredita que em 2010 oJapão poderá representar um quarto da exportação brasileira de etanol.

Furlan participou hoje (6) da abertura da 12ª Reunião Conjunta do ComitêEconômico Brasil-Japão, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela confederação japonesa NipponKeidanren.