O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que está confiante na redução do risco Brasil dos atuais 600 para 400 pontos. Segundo ele, há todo um ambiente favorável nesse sentido: a soma das importações e exportações já se aproxima dos US$ 30 bilhões, volume que pressupõe uma melhora na avaliação de risco. Além disso, há fluxo de caixa forte com um saldo acumulado de 12 meses acima de US$ 30 bilhões e uma administração financeira muita austera e firme.

Para Furlan, todos esses indicadores serão levados em conta pelos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), em visita ao país. Ele acredita que, com a reavaliação dos números do primeiro semestre pelas agências, haverá ?consistentemente” uma queda na taxa do risco Brasil, “e até cirando espaço para redução dos juros internos?.

A projeção foi feita pelo ministro logo após encontro com empresários do setor de supermercados na sede da Associação Paulista dos Supermercados (APAS). Ele enfatizou que a economia terá um impulso maior neste semestre, quando serão sentidos os efeitos do aquecimento já constatado nos primeiros seis meses do ano. Furlan destacou o aumento do nível de emprego e renda, além de outros instrumentos de estímulo ao consumo como a Medida Provisória editada jhoje pelo governo, que prevê a correção dos benefícios dos aposentados no período de 1994 a 1997.