A hérnia das crucíferas, doença que atinge cultivos de repolho, couve-flor, brócolis, couve chinesa e outros vegetais, pode causar prejuízos de até 70% para os agricultores se não for devidamente controlada. Esse é o alerta do especialista Alécio Schiavon, da Syngenta, empresa distribuidora de defensivos especializados e sementes para horticultores profissionais.

A doença é causada pelo fungo Plasmodiophora brassicae. Inicialmente, as folhas apresentam coloração verde pálido, quase amarela, com sintomas de murcha nas horas mais quentes do dia. ?O sintoma característico desta enfermidade é a formação de galhas no sistema radicular em decorrência da rápida e desordenada multiplicação das células, em tamanho e número, induzidas pelo patógeno. As plantas infectadas terão menor absorção de água e nutrientes afetando o desenvolvimento da parte aérea. Algumas plantas, aliás, podem até morrer quando a infecção ocorre precocemente. Porém, em plantas mais velhas a produção é comprometida comercialmente?, explica Alécio.

A solução mais econômica para evitar os prejuízos causados pela hérnia das crucíferas é optar por cultivares com tolerância à doença.

De acordo com Schiavon, o controle da hérnia das crucíferas não é tão fácil, uma vez que o fungo pode sobreviver no solo por mais de 10 anos. ?Nesse caso, além do uso de cultivares tolerantes, recomenda-se a adoção de outras práticas culturais, como a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, realização da prática da calagem, fumigação ou solarização do solo, evitar trânsito de máquinas e pessoas oriundas de áreas infectadas, evitar o excesso e movimentação de água em área problemática, destruição de restos de plantas afetadas, erradicação de plantas daninhas, entre outras precauções?, diz ele.

Outras informações estão disponíveis no site da empresa: www.syngenta.com.br.