Os trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) realizam nesta quinta-feira (31), às 7 horas, uma votação para decidir se aceitam a proposta de reajuste salarial oferecida pela direção da empresa, bem inferior à reivindicação inicial, ou se entram em greve.
Segundo o diretor de organização do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e Região, Almir Paulino de Oliveira, a última oferta da CSN foi o reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, atualmente em 3,44%) mais 1,5% de aumento real e R$ 2 mil de abono a ser pago 72 horas após eventual assinatura do contrato.
Os sindicalistas, por sua vez, haviam pedido inicialmente reajuste pelo INPC, mas 6% de aumento real e 33% de reposição por perdas salariais. O sindicato da categoria alega que desde 1995 a CSN concede reajustes abaixo da inflação. Diante da recusa da direção da companhia, os sindicalistas apresentaram outra proposta, de 10% de aumento real e R$ 3 mil de abono, mas ela foi negada pela CSN.
As negociações começaram a ficar mais intensas desde sexta-feira passada, quando os cerca de 8 mil trabalhadores da companhia e os 500 empregados da mina Casa de Pedra, localizada em Minas Gerais, entraram em estado de greve. Longas e tensas reuniões foram realizadas desde então, sem sucesso, com a apresentação de várias contrapropostas da direção da CSN.
A avaliação da última oferta da empresa, apresentada na noite de ontem, estava marcada para a manhã de hoje, mas os sindicalista desmarcaram a assembléia porque teriam observado gerentes da companhia entre os trabalhadores. Segundo Oliveira, essa seria uma manobra para intimidar os empregados a votarem pela paralisação. Por isso, a votação de amanhã será secreta, com votos em cédulas e urnas.


