Funcef contesta informações de sub-relator da CPMI dos Correios

A Funcef, fundo de pensão da Caixa Econômica Federal, voltou a negar ontem (21), em nota à imprensa, aplicações com carteira própria nos bancos BMG e Rural, a partir de 2003. Em relatório apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, o sub-relator e deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), afirmou que doze fundos, entre eles a Funcef, favoreceram as duas instituições bancárias envolvidas em denúncias de empréstimos para o PT, por meio do empresário Marcos Valério de Souza.

"A Funcef rechaça veementemente as informações divulgadas hoje pela Sub-Relatoria dos fundos de Pensão da CPI dos Correios. A fundação não fez aplicações em carteira própria na atual gestão. Os dados do relatório apresentado contêm erros visíveis. Os grandes volumes de investimentos nos bancos Rural e BMG foram feitos antes de 2000", disse, em nota, a diretoria executiva do fundo.

Em agosto do ano passado, a Funcef enviou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Compra de Votos um outro documento. Nele, o fundo diz que, entre 2003 e 2005, apenas dois gestores terceirizados aplicaram recursos no Banco Rural: o banco Safra e a Caixa Econômica, em 2004.

"É importante ressaltar que a Funcef não interfere na gestão dos fundos de investimentos geridos por terceiros e, portanto, não emitiu ordem para a aquisição desses papéis", afirmou a diretoria do fundo.

Na nota de 2005, a Funcef ressaltava que as aplicações por iniciativa dela no BMG e no Banco Rural ocorreram entre 1998 e 1999, portanto, antes dos empréstimos feitos ao PT por meio do empresário Marcos Valério. Pelas contas do fundo, entre janeiro de 1998 e novembro de 1999, os investimentos no BMG totalizaram R$ 31,9 milhões e, no Banco Rural, R$ 136,7 milhões.

A Funcef é uma entidade fechada de previdência privada, sem fins lucrativos, dotada de patrimônio próprio e autonomia administrativa e financeira. Ela reúne cerca de 70 mil associados, sendo 48 mil na ativa (empregados da Caixa) e 22 mil aposentados e pensionistas, administrando um patrimônio de R$ 17 bilhões.

Por lei, os fundos podem estabelecer contratos para "terceirizar" a gestão de parte dos investimentos, na tentativa de aumentar os rendimentos em benefício dos associados.

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