O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) foi o primeiro dos candidatos à presidência da Câmara a discursar no plenário na sessão que define nesta quinta-feira (1.º) a nova Mesa Diretora. Ele defendeu a independência da Câmara como forma de evitar que a influência do Executivo traga novas crises políticas à casa. "Não fui eleito para ser delegado de polícia nem para ver a Câmara nas páginas policiais" afirmou.

O deputado pediu que seus colegas rompam com o "continuísmo" que representam as candidaturas de Arlindo Chinaglia(PT-SP) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP). "Vivemos hoje uma disputa autofágica na base do governo, que contamina mais uma vez a Câmara", disse, referindo-se ao fato de Chinaglia e Rebelo pertencerem a partidos que integram a base aliada. "Não fomos anistiado pelas urnas. Caberá ao novo presidente da Câmara ter uma palavra de respeito com o presidente da República, mas também de firmeza em relação à autonomia do trabalho de cada deputado", disse.

Fruet citou o próprio pai, Maurício Fruet, o ex-deputado e ex-prefeito de Curitiba, e nomes como Ulisses Guimarães e Mário covas para pedir o resgate da imagem da Câmara. Ele também agradeceu os deputados que viabilizaram a sua candidatura pela chamada terceira via e disse que venceu uma timidez pessoal ao aceitar o desafio de disputar a presidência da Câmara.

No discurso, Fruet propôs que os deputado estabeleçam logo amanhã uma agenda positiva que possa retomar rapidamente o ritmo do Legislativo. Defendeu a retomada de temas como o voto aberto para decisões sobre cassações de parlamentes e as reformas tributária e política. Numa crítica indireta a seus adversários, o tucano afirmou que é possível ser presidente da Casa "sem barganhar cargos". "Essa não é uma candidatura de oposição, mas de posição. É uma candidatura afirmativa", pontificou.