Foram publicados nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União os nomes dos integrantes do Fórum Nacional da Previdência Social (FNPS), instalado em 12 de fevereiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com primeira reunião marcada para amanhã (7).

O fórum foi criado pelo governo para discutir o aperfeiçoamento do sistema previdenciário e conta com a participação de representantes dos trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas, dos empregadores e do próprio governo federal.

Cerca de 50 pessoas compõem o fórum. Entre os integrantesestão o ministro da Previdência Social, Nelson Machado, a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O fórum conta ainda com observadores do Supremo Tribunal Federal (STF), do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União, entre outros órgãos. Durante a solenidade de instalação do fórum, o presidente Lula destacou que o objetivo do grupo é discutir um sistema de previdência seguro.

Amanhã, s 9h, o ministro da Previdência Social abre a reunião do fórum na sala de reuniões do Ministério da Previdência. Depois será votado o calendário de atividades do grupo.

De acordo com a assessoria do ministério, estão previstas apresentações de representantes do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República sobre os cenários futuros para o país. Representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) farão duas palestras sobre demogragia, intituladas Transformações Demográficas e Previdência Social.

O trabalho do fórum deve ser desenvolvido em três etapas, que devem ser aprovadas pelos integrantes do grupo. Até maio, eles fariam um diagnóstico do setor. Entre maio e julho, ficariam encarregados por discutir os temas propostos pelo fórum. Entre julho e agosto, formulariam propostas e aprovariam relatório final.

Estão previstos debates sobre mercado de trabalho, previdência rural, mulheres, pobreza e distribuição de renda.