Santiago (Chile) – Desigualdade social, instabilidade política, vulnerabilidade econômica a choques externos e mudanças climáticas são os quatro maiores desafios da América Latina, segundo estudo da Rede de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial. O relatório embasará as discussões da reunião latino-americana do Fórum, nos dias 25 e 26 deste mês, em Santiago, que terá como tema central O Poder de uma Agenda Regional Positiva.

São esperadas mais de 300 líderes empresariais, políticos, acadêmicos e representantes da sociedade civil e da mídia mundial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará de sessão plenária no dia 26, com a presidente chilena Michelle Bachelet. Lula foi o único chefe de estado sul-americano presente ao encontro anual do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça), em janeiro deste ano.

O relatório Riscos na América Latina reconhece que os países da região vivem o momento de maior estabilidade econômica e política das últimas décadas. Mas em Davos, executivos das maiores corporações do mundo questionavam-se, por exemplo quanto aos caminhos que serão seguidos pelos vários governos eleitos em 2006.

O estudo revela também preocupação com relação a uma ?onda emergente de populismo? em alguns países. ?Há uma crescente divisão política entre países que querem uma maior participação na economia mundial e aqueles que rejeitam a liberação econômica e o livre-comércio, ameaçando a harmonia regional e a integração comercial?, diz o documento. ?A região não deve permitir que diferenças políticas descarrilem a integração?. Este deve ser um dos principais temas em debate na reunião regional do Fórum.

Mais de 20 dos principais líderes empresariais, instituições acadêmicas e centros de formulação de políticas na região contribuíram para a elaboração do relatório. O Fórum Econômico Mundial considera como riscos globais todos aqueles fatores que não estão diretamente relacionados ao mundo empresarial mas afetam o ambiente de negócios.