O aumento da tarifa do transporte coletivo é uma tendência em quase todo País, porém existem políticas que, se devidamente aplicadas, poderiam reduzir entre 10% e 30% o valor da passagem, desonerando consideravelmente o usuário. O assunto foi discutido hoje, no hotel Mabu, em Curitiba, durante a 51.ª reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito.
Segundo o secretário Nacional de Tranporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, José Carlos Xavier, o alto valor das tarifas está afetando o direito constitucional de ir e vir das pessoas e dificultando o acesso das comunidades mais carentes ao transporte coletivo.
Atualmente, em grande parte das cidades brasileiras, incluindo a capital paranaense, onde a passagem de ônibus custa R$ 1,65, o financiamento do transporte coletivo é feito quase que exclusivamente pelo valor da tarifa. Na opinião da presidente da Urbs de Curitiba, Yara Christina Eisenbach, a passagem de ônibus deveria ser vista como um item da cesta básica.
?O transporte coletivo deve ser visto como uma questão social. É ele que dá às pessoas acesso aos serviços de saúde, educação e ao lazer.? Segundo ela, em Curitiba, só a desoneração já geraria uma redução de cerca de 30% no valor da passagem. (Leia mais na edição de amanhã do jornal O Estado do Paraná)


