O procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, disse hoje que, até o fim da próxima semana, decide sobre a representação criminal apresentada pelo PFL e a interpelação do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Segundo Fonteles, além das ações da oposição, existem outras de cidadãos. "Vou colocar todos num procedimento só. A gente não pode pegar uma frase isolada. É fundamental trabalhar com o contexto", disse, sobre as declarações de Lula de que teria abafado denúncias de corrupção durante o processo de privatização no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O procurador-geral da República fez as afirmações após um encontro com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Fonteles informou que também decide na próxima semana se pedirá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a federalização do assassinato da missionária Dorothy Stang, no Pará.

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Ele ainda negou que a viagem na semana passada às Ilhas Jersey tenha sido para pedir o bloqueio definitivo das contas do ex-prefeito Paulo Maluf (PP).

"Não teve nenhum passo pontual. O problema é saber se o que aqui é crime, se lá também é considerado crime", disse. Há 15 dias, Fonteles criou no gabinete da Procuradoria uma assessoria de assuntos internacionais porque cresceram muito as denúncias de desvio de dinheiro para paraísos fiscais.

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Segundo o procurador-geral, um convênio de cooperação foi firmado com a Espanha.