O chefe da missão do FMI, Jorge Marquez Ruarte, disse hoje que não tem nada contra a proposta do governo de adotar a política do superávit primário anticíclico, que varia de acordo com o crescimento. Para ele, a proposta é boa, mas depende da forma “como será implementado” pelo governo brasileiro. A missão do FMI chegou hoje ao Brasil para discutir os termos da terceira revisão do acordo com o Brasil, assinado em setembro de 2002, que prevê a liberação de US$ 30 bilhões. “Tem sentido prestar atenção no ciclo desenhado pela política econômica. Essa é uma questão que já foi muito debatida no mundo econômico”, disse ele logo depois de se encontrar com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Segundo Ruarte, a equipe econômica sinalizou na reunião de hoje o interesse de implantar o superávit anticíclico “no futuro”. Não entrou em detalhes neste momento. Disse que vai detalhar o projeto no futuro, disse Ruarte, referindo-se ao conteúdo da conversa com Palocci.