Nem tudo é inação e ausência de interesse na aplicação austera dos recursos públicos. Pelo menos é o que se depreende do comitê destinado pelo Congresso Nacional para avaliar informações sobre a realidade de obras públicas federais marcadas pelo rumor de graves irregularidades.

continua após a publicidade

Ontem deveria ter sido entregue à Comissão Mista de Orçamento a versão mais recente do relatório do comitê de avaliação do andamento das obras executadas com recursos federais.

Mesmo em caráter preliminar, vez que o documento somente agora deverá ser revelado ao conhecimento público, ventilou-se no Congresso que 66 projetos estão em risco de não receber aporte financeiro no Orçamento atual, à vista da quantidade de irregularidades detectadas pelo comitê de avaliação.

O relatório final deverá ser votado ainda essa semana pela CMO e foi elaborado pelos membros do comitê coordenado pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO), com base em informações cedidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), órgão fiscalizador da aplicação dos recursos.

continua após a publicidade

Como as irregularidades vão sendo sanadas ao longo do ano, em atendimento às advertências do próprio TCU, é possível que o número final de projetos com irregularidades financeiras seja menor. Contudo, grande proporção das obras listadas pelo TCU apresenta problemas graves desde 2005. As obras em vias de paralisação englobam a construção ou melhoria de trechos rodoviários federais, projetos de irrigação e expansão do transporte urbano em vários estados.

A fiscalização rigorosa, como se observa, é deveras significativa para extirpar a malversação dos recursos do erário e, em primeiro lugar, para evitar que a sociedade acabe arcando várias vezes com o curso dos benefícios sociais.

continua após a publicidade