Fiscais do BC irão trabalhar com CPI dos Bingos

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, vai designar uma equipe de fiscais da instituição para ajudar a CPI dos bingos na análise das informações obtidas com a quebra dos sigilos bancários dos envolvidos nas denúncias de corrupção. O relator da CPI dos Bingos, Garibaldi Alves, e o senadores Mozarildo Cavalcanti, vice-presidente, e Romeu Tuma, tiveram hoje pela manhã uma reunião com Meirelles. Eles pediram agilidade no envio das informações e o apoio dos técnicos para trabal har em conjunto permanentemente com os membros da comissão.

Segundo o senador Romeu Tuma, a equipe do BC vai dar mais rapidez na análise das informações. "Queremos fazer uma engrenagem perfeita entre o Banco Central e a CPI na análise documental da quebra dos sigilos", disse. "É importante a presença do representante do BC na CPI. Ele vai ter muito mais rapidez para analisar a documentação, que é complexa e volumosa" ressaltou Tuma.

No encontro com o presidente do BC, os membros da CPI acabaram se dando conta que fixaram prazos muito longos – de 10 a 15 dias – para que as instituições financeiras enviassem ao BC os dados da quebra do sigilo bancário. Para a transferência do sigilo do ex-assessor da Casa Civil e principal envolvido nas denúncias, Waldomiro Diniz, o prazo dado foi justamente o maior: 15 dias. Na CPI dos Correios, as instituições tiveram o prazo máximo de cinco dias para encaminhar os dados.

Ontem, às 18h30, terminou o prazo para as instituições financeiras enviarem os dados das primeiras 10 quebras do sigilo de pessoas e empresas. O prazo para os envios dos dados de Waldomiro Diniz, só termina no próximo dia nove de agosto, apenas dois ante s da data marcada para o seu depoimento à CPI.

Segundo o vice-presidente da CPI, Mozarildo Cavalcanti, o BC não vai esperar que todos os dados cheguem para enviar os documentos. "O BC vai mandar o que já recebeu", disse. Ele defendeu mudanças na legislação para permitir mais agilidade e controle dos dados de quebra do sigilo bancário. No final do mês passado, o BC já começou a operar o Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro, que permite identificar as contas que as pessoas e empresas possuem. O problema é que nessa fase inicial de implantação os dados do sistema são ainda recentes, de máximo 1 ano e meio atrás. O sistema ainda será carregado com as informações mais antigas.

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