A diretoria do Figueirense resolveu nesta terça-feira (7) afastar por tempo indeterminado o meia Carlos Alberto por causa da suspeita de adulteração de idade em seus documentos – ele teria nascido em 1978, mas em sua certidão de nascimento aparece o ano de 1983. O vice-presidente de assuntos jurídicos do clube catarinense, João Batista Baby, revelou que todos foram pegos de surpresa com a notícia e confirmou que o jogador não viajou com o restante do elenco para São Paulo, onde a equipe enfrentará amanhã o São Caetano, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"Soubemos dessa informação na noite de ontem (segunda). O Figueirense desconhecia completamente esse fato. A direção está afastando o atleta preventivamente até que todas as apurações sejam feitas", contou o diretor, em entrevista à Rádio Jovem Pan que ressaltou ainda que uma investigação será realizada. "Será feita uma apuração interna e já comunicamos o fato à CBF, para que também seja apurado externamente. Temos que lembrar que ele não é das categorias de base do clube. Ele veio contratado, ou seja, as documentações já estavam erradas, inclusive na CBF, onde ele tem passagem nas seleções de base".

João Batista Baby revelou como foi a reação do jogador assim que soube da denúncia. "Ele ficou bastante nervoso no momento em que conversamos sobre o fato. Ele ainda não reconheceu. Ficou muito nervoso, se omitiu e se retirou", afirmou o dirigente.

Carlos Alberto foi contratado pelo Figueirense junto ao Caxias (SC), em 2003, e, por causa do bom futebol neste Brasileirão, interessa a grandes clubes brasileiros como São Paulo e Internacional. Nas categoria de base da seleção brasileira, o meia participou da campanha vitoriosa da equipe Sub-20 no Mundial da categoria, em 2003.