Apesar de estar longe dos gramados argentinos, uma reunião entre ministros do Mercosul que ocorreu nesta quinta-feira, na sede das Nações Unidas em Genebra, acabou sendo marcada pelos comentários insistentes do ministro do Trabalho da Argentina, Carlos Tomada, sobre a vitória da seleção de seu país em cima do Brasil, quarta à noite, em Buenos Aires.

"Era inevitável que esses comentários ocorressem, como eram inevitáveis os três gols argentinos", ironizou um alto diplomata de Buenos Aires ao explicar as declarações de seu ministro.

O ministro do Trabalho do Brasil, Ricardo Berzoini, tentava, sem jeito, sorrir para os comentários de seu colega argentino. E se limitou a dizer que não queria falar sobre futebol.

"Normalmente sou eu quem falo sobre o futebol, mas hoje preferia não tocar no assunto", disse Berzoini.

Diplomaticamente, praticamente todos os delegados dos demais países do Mercosul, além de governos como o do Peru, Chile e Equador, sorriam a cada encontro com os políticos brasileiros. "Minhas condolências", chegou a dizer um negociador chileno aos representantes do Brasil.

Terminada a fase de comentários sobre o resultado das Eliminatórias, os ministros voltaram a falar sobre a situação do emprego na região. Mas após a reunião, o futebol dominou o restante do debate entre as delegações.