O setor de bens de capital mecânicos registrou um crescimento de 8,6% no faturamento nominal no primeiro quadrimestre de 2007 ante igual período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), durante a abertura da 11ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe e da 9ª Feira Internacional do Controle da Qualidade. Segundo a Abimaq, o faturamento nominal atingiu R$ 18 1 bilhões nos primeiros quatro meses. "Após 2006 ter sido marcado por sucessivos resultados negativos, verificamos uma trajetória ascendente do faturamento desde o início do ano", disse o vice-presidente da Abimaq, André Luis Romi.

Segundo ele, a melhoria do mercado interno e o aumento do crédito estão ampliando a demanda por bens de consumo, que puxam o setor de bens de capital. "O mercado doméstico é o grande responsável pelo crescimento do setor", afirma, salientando que a questão cambial está atingindo o setor de forma distinta, já que há segmentos que não utilizam equipamentos importados. "As empresas estão buscando a manutenção de um volume de produção para ter ganho de escala e as exportações contribuem para isso, mesmo apresentando uma rentabilidade menor. A margem doméstica atualmente está mais recompensadora.

Ele ressalta ainda que o crescimento do mercado interno está levando à expansão e à renovação dos parques industriais brasileiros. Outro dado destacado por Romi é o crescimento de 10% no consumo aparente, que representa a soma da produção com as importações, menos as exportações. O indicador atingiu, nos primeiros quatro meses, R$ 20,346 milhões. "Além disso, todas as variáveis, como pedidos em carteira (13,8%), capacidade instalada (3,9%) e nível de emprego (0,7%) apresentaram elevação", destacou Romi. De acordo com a entidade, no primeiro quadrimestre deste ano, o nível de utilização da capacidade instalada avançou de 80,13% para 83,22% e o número de empregados registrados atingiu 212.788.

O setor de máquinas e implementos agrícolas, com alta acumulada de 32,2% nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, e de máquinas e equipamentos para madeira, com alta de 52,1%, foram os principais responsáveis pelo crescimento da indústria de bens de capital. Já, no mesmo período, o setor de máquinas e acessório têxteis registrou queda de 30% no faturamento nominal.

Entre janeiro e abril, as exportações de bens de capital cresceram 25,5%, atingindo US$ 3.213 bilhões. Os principais itens vendidos ao exterior foram dos segmentos de máquinas rodoviárias, equipamentos pesados, de ar comprimido e agrícolas. Os principais destinos foram os Estados Unidos (24,7%), Argentina (10,8%), Cingapura (8,2%), Alemanha (4,6%) e México (4 3%).

Enquanto isso, as importações do segmento avançaram 26,8%, resultado de US$ 4.277 bilhões de compras externas. Os segmentos que contribuíram para o resultado foram os de equipamentos pesados, gráficos, de transmissão mecânica e controle de qualidade. A origem das importações são os EUA (28,6%), Alemanha (14,7%), Japão (8,5%), Itália (8,1%) e China (7,7%), que apresentou um crescimento de 119% nas vendas de máquinas ao Brasil.