O requisito fundamental do Bolsa Família para repassar os recursos destinados a amparar famílias carentes, com importâncias mensais que variam de R$ 15 a R$ 95, é que crianças e adolescentes em idade escolar freqüentem as aulas e mantenham em dia a caderneta de vacinação.
Em 2003, o governo transferiu R$ 3,5 bilhões em benefício de 3,6 milhões de famílias e, neste ano, quase triplicou o número para 11,1 milhões de famílias assistidas, com a previsão de investimento de R$ 8,3 milhões.
Sem dúvida, trata-se de relevante feito do governo federal no atendimento de famílias com renda mensal deprimida, além de representar valioso instrumento de combate à pobreza nas regiões estanques ao progresso e ao bem-estar das pessoas.
O ideal de um projeto dessa natureza é ajudar famílias a se estruturar no mais breve período de tempo, a fim de que tenham condições próprias de sobrevivência digna e respeitável, ou seja, emprego e salário condizente.
Além de Lula, o impulsionador do Bolsa Família, os demais candidatos à Presidência, mesmo criticando a fórmula adotada e a maneira de conduzir o programa, não pensam em extingui-lo, mas ampliá-lo. O IBGE diz que a injustiça da distribuição de renda está caindo, mas a mudança ainda está longe de deixar o País em situação confortável. Contudo, a melhoria da renda mensal de 11,1 milhões de famílias faz com que muita gente viva melhor. A provável eleição de Lula no primeiro turno é um recado eloqüente dessa acalentada transformação.


