A família da estudante paranaense Carla Vicentini, desaparecida nos Estados Unidos há seis meses, permanece sem qualquer informação sobre o seu paradeiro. Ela foi vista pela última vez na madrugada de nove de fevereiro em um bar de Newark, no Estado de Nova Jersey. "Trabalho com a certeza de que ela está viva", disse a mãe, Tânia, moradora de Goioerê, no centro-oeste do Paraná.

Tânia esteve em abril nos Estados Unidos para acompanhar as investigações sobre a filha, que completou 23 anos em 29 de abril. Ela não perde o contato com a Embaixada e tem sempre a confirmação de que a polícia não desistiu do caso. Na casa em que Carla morava, a mãe reconheceu todas as roupas da filha, inclusive o casaco que usava quando deixou o bar. "Tudo leva a crer que ela foi levada contra a vontade", afirmou. "Mas não há nenhum rastro." Carla tinha viajado no dia 19 de janeiro, por meio de um intercâmbio, e trabalhava em um restaurante.

"Mesmo tendo esgotado todas as nossas fontes atuais, continuamos incansavelmente os nosso esforços para localizar Carla Vicentini", disse o chefe de polícia de Newark, Anthony Campos, ao jornal Brazilian Voice, destinado à comunidade brasileira da região de Nova Jersey. A polícia da cidade destacou seis investigadores para cuidar do caso e o FBI destinou o mesmo número de agentes. A recompensa para quem der informação consistente sobre o paradeiro da estudante já está em US$ 10 mil – US$ 2 mil da polícia, US$ 3 mil do empresário Peter Pantoliano e US$ 5 mil da The Carole Sund/Carrington Foundation.