Família perde a esperança de achar sobreviventes no Espírito Santo

A família de Alduíno Coutinho de Souza, piloto do avião bimotor que desapareceu na sexta-feira no Espírito Santo, perdeu a esperança de que os outros três parentes sejam encontrados com vida. Isso ocorreu depois que as irmãs dele, Mariane e Leila, que permaneceram no Rio, receberam informações sobre o estado dos corpos encontrados hoje, na Praia de Manguinhos.

Segundo elas, a cunhada Ronilda Terezinha foi reconhecida pela cicatriz da cesariana e pela aliança de casamento. Já Luana Pimentel Guimarães Santos, namorada do filho mais novo de Alduíno, Rafael, foi identificada pela roupa e pelos cabelos.

"De manhã, chegamos a ter esperança de que alguém fosse encontrado vivo. Mas a forma como os corpos foram encontrados, completamente mutilados, acabou com essa esperança", disse Leila. As irmãs estão reunidas na casa da mãe, Mariana, de 70 anos, em Vila Valqueira, na zona norte do Rio.

Ela se recusou a tomar calmantes, pois quer estar lúcida para receber notícias sobre o filho Alduíno. O resgate dos corpos é acompanhado pelos irmãos do piloto, Adilson e Danilo. O terceiro corpo encontrado deve ser reconhecido por impressões digitais, pois está muito mutilado.

O avião Seneca PA-34-200, prefixo PT-ISF, perdeu o contato com o comando de vôo no norte do Espírito Santo cerca de 20 minutos após decolar do aeroporto de Vitória, às 19h37 da sexta-feira, onde aterrissara para abastecer, às 16h46. O bimotor partiu do aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, com seis pessoas e tinha como destino final a cidade baiana de Porto Seguro, mas, com pouca autonomia de vôo, teve de fazer a parada de reabastecimento na capital capixaba.

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