O vôo 2330 da Varig, fazendo a ponte aérea Guarulhos – Salvador, causou preocupação aos baianos na manhã de hoje, quando o piloto da aeronave, supostamente acionou o código de seqüestro ainda no ar. Quando pousou, às 9h30, no aeroporto Luís Eduardo Magalhães, o avião foi levado para a área remota, maior e afastada para embarque e desembarque de passageiros quando não há infra-estrutura aeroportuária ou quando estão ocupados todos os fingers, onde foi abordado pela Polícia Federal.

Imediatamente todos os aeroportos do País entraram em estado de alerta, assim como a Polícia Federal, a Aeronáutica e o Ministério da Defesa. A comunicação de alerta seguiu mundo afora e chegou aos Estados Unidos e Europa. Ao notar que havia errado, o piloto teria pedido desculpas, mas isso de nada teria adiantado, porque, em caso de seqüestro, a pessoa ameaçada pode ser coagida a tomar essa atitude.

Segundo Neli Trindade, da Assessoria de Comunicação Social da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), nessas situações, o controle aéreo aciona a Infraero para que ela peça ajuda da polícia. "Os passageiros desembarcaram normalmente e não houve tumulto. Eles não devem ter percebido a operação, pois a ação dos policiais foi muito discreta", assegurou.

A Varig nega que o piloto tenha acionado qualquer alarme de seqüestro. Já para o major Adolfo Aleixo, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, existe a possibilidade de que tenha ocorrido uma pane no equipamento. "Houve o acionamento indevido do código de seqüestro e isso será apurado", afirmou.

A Polícia Federal da Bahia, quando procurada, afirmou que tudo foi um equívoco, alguém apertou o botão por engano. "Quem está preocupado com seqüestro são os americanos que têm o Bin Laden no seu encalço. No Brasil isso não existe, está todo mundo na praia!", disse o agente de plantão da Polícia Federal.