A Aeronáutica criou uma nova escala de trabalho no Cindacta-1 de Brasília e dispensou a maior parte dos 220 controladores de vôo que haviam sido convocados para o trabalho. O novo esquema lembra o tempo de guerra, com a primeira linha de trincheiras, a segunda linha e o pessoal que descansa. Na primeira linha estavam os 30 operadores que já integravam a escala de plantão e ficaram tomando conta do tráfego. Para a segunda, foram chamados 40, que ficaram no quartel formando uma espécie de banco de reserva de controladores disponível 24 horas para evitar falta de pessoal no trabalho.

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Quando os 30 de plantão deixarem o serviço, os 40 reservas assumirão o lugar e outros 30 ou 40, que estão em casa, serão chamados para compor o banco de reserva criada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Na primeira noite da convocação e nova escala, o novo comandante do Cindacta-1, coronel-aviador Carlos Aquino, dormiu no alojamento com os demais militares.

A Aeronáutica não quis se manifestar oficialmente ontem sobre as condições de trabalho dos controladores e apenas repetiu o que já havia declarado em nota na terça-feira que "toda a legislação referente à jornada de trabalho e períodos de descanso continuará sendo cumprida normalmente". Militares da Aeronáutica informaram ao jornal O Estado de S. Paulo que, apesar da ordem de convocação ter sido dirigida aos 220 controladores, não havia condições físicas para todos ficarem no Cindacta-1. A convocação foi feita na terça-feira para enfrentar nova crise de atrasos de vôos. Antes dela, para cada dois dias trabalhados havia um de folga. O confinamento foi encerrado ontem.

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