Rio – Apenas 1% a 2% do valor total das vendas ao exterior é relativo a operações cobertas por seguro de crédito à exportação, estima o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. "O seguro de crédito é fundamental para as exportações porque a exportadora produz e vende, e repassa a cobrança para a seguradora. Mas passamos muito tempo ser ter seguro de crédito à exportação e ele ainda é pouco conhecido e usado no Brasil", disse Castro.

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Castro estima que a área de atuação das seguradoras de crédito à exportação é de entre 10% a 15% das exportações. Ela fica restrita às operações em situações em que o exportador fica sem garantia, vendendo para o importador pagar em até dois anos.

Quando o prazo de pagamento é superior a isso, o governo federal cobre o risco de o importador não pagar. Pelo fundo de garantia às exportações, o governo federal cobre também o risco político (de um país não permitir a saída de divisas para pagamento do comércio), em qualquer prazo.

As exportações para matriz ou filiais da exportadora, não precisam ser cobertas pelo seguro e nem as realizadas entre empresas diferentes mas por carta de crédito, em que o risco é do banco financiador.

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O baixo uso do seguro pode ser evidenciado no balanço da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação S.A., que tem como acionistas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e as seguradoras Bradesco, Unibanco, Sul América, Minas Brasil e a francesa Coface.

Apesar dos US$ 118,3 bilhões em exportações no ano passado, a SBCE apresentou em seu balanço de 2005 créditos de apenas R$ 5,2 milhões em operações com seguros e resseguros, o equivalente a apenas 0,004% do valor das vendas ao exterior, bem abaixo da estimativa da AEB. A SBCE é a única brasileira que presta esse serviço, concorrendo com mais três outras seguradoras que operam no Brasil. Procurada, a SBCE informou que sua diretoria não estava na sede hoje.

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