No fim desta tarde, 150 militares do Exército voltaram à Favela do Dique, na zona norte do Rio, com mandados de busca e apreensão. E recolheram, na casa de um homem que seria ligado ao tráfico e teria participado da invasão ao Estabelecimento Central de Transporte (ECT), dois sacos contendo objetos que teriam sido utilizados na ação, segundo informou o Ministério Público Militar. Militares que estiveram na favela disseram que foram apreendidos cadernos, papéis com anotações e documentos. Foi a primeira operação em favelas envolvendo soldados desde que as armas roubadas foram recuperadas, há uma semana, no bairro de São Conrado, na zona sul. O Dique já havia sido ocupado durante os 12 dias em que o Exército vasculhou favelas em busca dos dez fuzis e da pistola. É lá que mora o ex-soldado Carlos Leandro de Souza, que está preso temporariamente sob suspeita de integrar o grupo que invadiu o ECT. Ele havia servido na unidade e dado baixa recentemente. Quando ainda estava na ativa, Souza já era investigado por suspeita de envolvimento com criminosos.

O Ministério Público Militar informou que o objetivo dos soldados não era apreender pertences na casa do ex-soldado. Eles queriam apenas comprovar a participação de civis no roubo, que ainda não estão identificados. Se isso acontecer até o fim da semana, poderão ser incluídos na denúncia a ser oferecida pelo MPM à Justiça Militar, já que foram delatados pelo ex-cabo Joelson Basílio Silva, que também entregou o ex-cabo Souza.