Um obstáculo para a tão aguardada pavimentação da Estrada do Cerne (PR-090) foi ultrapassado nesta segunda-feira (31) por equipes de engenharia do Exército brasileiro, que detonaram no distrito de Bateias, município de Campo Largo, uma rocha que atrapalhava a continuação das obras. Os serviços vêm sendo executados pelo 10º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército, desde o início de fevereiro, com investimentos de R$ 8,7 milhões do Governo do Paraná.
?A explosão estava prevista no projeto da obra. É necessária para que sejam obedecidos determinados padrões de geometria da rodovia. A camada da rocha foi retirada para que a estrada permaneça com seu dimensionamento correto, já que é um trecho em curva e que possui uma inclinação considerável? explicou o secretário dos Transportes, Rogério Tizzot.
Aguardada desde a década de 60, a pavimentação – uma das históricas reivindicações do setor de cargas do Estado – deve voltar a movimentar a região, que atualmente se vê dependente da indústria madeireira e de calcário.
Para Tizzot, os benefícios são ainda maiores para a economia do Estado. Segundo ele, a conclusão das obras vai criar alternativa para os motoristas que não quiserem pagar o pedágio da BR-376, no sentido de Ponta Grossa, Apucarana e Londrina.
?É uma via que tem uma importância enorme para a economia do Paraná. Além de facilitar a ligação entre do Norte do Estado com a Região Metropolitana de Curitiba, a pavimentação criará uma opção para os motoristas que não quiserem trafegar pela rodovia pedagiada.?, ressaltou
Explosão
Nesta fase, o 10º Batalhão de Engenharia de Construção realiza o asfaltamento dos primeiros 16 quilômetros dos 123 quilômetros da rodovia que ainda não possuem asfalto, no trecho de que liga Campo Largo, Campo Magro até a segunda ponte do Rio do Cerne.
?A explosão desta segunda-feira foi a primeira realizada na Estrada do Cerne. Com o andamento da pavimentação outras detonações também devem ocorrem, mas de menor proporção. Sempre buscando respeitar um traçado confortável para os usuários?, informa ainda o secretário dos Transportes.
Na detonação dos 1.200 m3 que formavam o complexo rochoso, foram utilizados 250 quilos de dinamite. A retirada dos destroços, capazes de preencher 86 caminhões trucados (3 eixos), deve levar dois dias. ?O material já tem destino certo. Uma parte iremos utilizar para conter erosões ao longo da rodovia e outra para fazer aterros?, explicou Tizzot.
Por contrato, o Exército tem 18 meses para executar as obras. O governo, no entanto, prevê que este prazo possa ser reduzido. ?As obras estão em um ritmo bom, já estamos com 5 quilômetros de base pronta. Se não houver nenhum imprevisto, acredito que antes do final do 1º semestre a população da região já possa trafegar por uma rodovia asfaltada, sinalizada e bem acabada?, prevê Tizzot.
O convênio assinado com o Exército garante também a execução do projeto final de engenharia para a pavimentação de mais 20 quilômetros da estrada.


